HISTORIETAS DE SEGUNDA-FEIRA

Bolhinhas de sabão
*por J. Xavier Filho
Coruba gostava de carnaval, mas era muito desajeitado, mal-amanhado mesmo. Sua cabeleira não ajudava em nada: era vasta, melada e revolta. Ele sempre ia às festas de carnaval no Maguari, mas tinha de cuidar do cabelo bem antes. Decidiu testar uma nova receita em sua cabeleira depois de ter tentado diversos fixadores: Glostora, Babosa, Gumex, New York Looks, etc. Resolveu passar sabão; sabão Pavão mesmo! Fez uma pasta bem grossa com água e aplicou com muito cuidado na cabeleira melada. Após avaliar que o sabão havia secado tocou para a festa. Quando estava todo animado, dançando e pulando na quadra de basquete, começou uma chuvinha fina dessas chatas: não tão forte nem tão pouco fraquinha, que não desse para molhar. O Batoba, com sua voz forte cantando “Mamãe eu quero...”, ajudava a manter o povo pulando, mesmo molhado. Subitamente, o Coruba notou que todos olhavam para ele, uns com reverência e outros com largos sorrisos. Foi então que ele notou que, de sua cabeleira, saiam bolhinhas de sabão que criavam vida própria dando-lhe um aspecto místico que o tornava estranho à festa.
*O conteúdo é de inteira responsabilidade do autor. Visite o bloque do autor: http://jxavierfilho.blogspot.com

Comentários

Mais acessadas