Em defesa da vida

colaboração

por: Antônio Alfredo Coelho Beviláqua


O Recife foi palco de uma triste notícia com repercussão no mundo inteiro, sobre o aborto de uma criança que fora estuprada pelo padrasto. O Sr. Arcebispo agiu com coerência, coragem e firmeza em defesa da vida, advertindo que o aborto é crime contra a Lei de Deus, no seu 5º Mandamento: “não matar”, e contra o CPB. É espantoso! Anualmente, as mortes provocadas por esta matança diabólica, atingem os 40 milhões, no mundo inteiro. Ecoa do útero destas mães infelizes, vozes de inocentes em aflição, pedindo clemência: Socorro, Mãe, pelo amor de Deus, deixe-me viver!


O que o Sr. Arcebispo fez foi defender a vida, mas parece que ele mexeu com um vespeiro enfurecido, sendo publicadas inúmeras cartas e artigos, tendo a mídia chamado toda a atenção para a excomunhão, dando espaço para críticas injuriosas à Igreja e ao Bispo, preferindo não valorizar a defesa da vida.


Estas pessoas, ao invés de criticarem Dom José, deveriam sim era lutar também em favor da vida.


Ora, se aquela Assistente Social e as demais pessoas que incorreram no crime do aborto, conhecessem o infinito amor de Deus por cada um de nós pecadores, e tivessem recorrido a Ele pedindo uma luz, certamente teriam encontrado uma solução cristã, porque Deus é todo-poderoso e misericordioso, e atende às orações de quem reconhece a sua miséria e com humildade lhe recorre. Sabendo que aquela criança concebeu por via normal, então o Criador a capacitaria também para as fases seguintes da gestação. Profissionais de saúde, teriam assumido a missão de acompanhar aquelas três crianças com todo o amor e quando atingisse o sexto mês já se preparariam para uma cesariana.


Quando Dom José Cardoso diz que todos estão excomungados, não está excomungando ninguém, mas alertando que estão enquadrados no Cân.1398 do Código de Direito Canônico: “Quem provoca aborto, seguindo-se o efeito, incorre em excomunhão latae sententiae”. Aí estão incluídos todos os envolvidos com a poderosa, lucrativa e diabólica indústria do aborto e os carcarás das clínicas de aborto que se agasalham nestes matadouros de criancinhas indefesas, os quais lutam para revogar o artigo 128 do Código Penal Brasileiro, que também o tipifica de crime contra a vida.


Mas tem uma solução que o Senhor preparou para salvar a todos que caírem em pecado mortal:


A excomunhão não é definitiva. Trata-se de uma norma disciplinar da Santa Madre Igreja, como a mãe que bota o filho de castigo, pune com a suspensão dos Sacramentos a quem praticou o delito porém, visando a sua conversão, oferecendo ao excomungado a oportunidade de poder voltar a viver em comunhão com a Fé Apostólica, desde que arrependido procure a autoridade eclesiástica para este fim. Portanto, convertam-se e confessem os seus pecados. Vale um lembrete: os bispos são os sucessores dos apóstolos e são revestidos da autoridade de perdoar os pecados em nome de Jesus e de ordenar os sacerdotes para lhes ajudar na messe. Foi o próprio Senhor Ressuscitado quem os revestiu desta graça, quando lhes disse: “A paz esteja convosco! Como o Pai me enviou, assim também eu vos envio as vós.” Em seguida, soprou sobre eles dizendo-lhes: “Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos. As pessoas de boa-vontade podem conferir que é verdade, em Jo 20, 21-23.

Antônio Alfredo Coelho Beviláqua

Comentários

  1. Parabéns pelo artigo, precisamos de posicinamentos como estes, que fortalecem nossa Igreja Santa e Católica e respondem à altura a essa sociedade que cada vez mais cultivam uma cultura de morte que nos traz danos irreparavéis.

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