A importância do Segundo Turno

por: *Antônio Alfredo Coelho Beviláqua

imagem ilustrativa/google
No 1º turno, as propostas dos candidatos sobre estado laico, legalização do aborto e casamento de homossexuais não estavam claras, e tendo chegado ao conhecimento de católicos e evangélicos de que o PT havia fechado questão em torno do seu Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3) defendendo o direito da mulher interromper a gravidez, isto é, favorável ao aborto, e capaz de influenciar o governo a copiar o modelo populista de Cristina Kirchner quando aprovou o aborto e o casamento gay na Argentina, e ainda imitar a radicalização do falastrão Hugo Chaves na Venezuela, aonde a imprensa é amordaçada, uma parte deste eleitorado cristão migrou de Dilma do PT para votar em Marina do PV, levando a decisão para o segundo turno.

Foi aí que a Dilma se tocou e resolveu assumir o compromisso de não mudar a legislação sobre do aborto, e assim reconquistou os votos perdidos.

Espero que a candidata vitoriosa, Dilma Rousseff, assuma compromissos cristãos, garantindo trabalhar em defesa da vida e da Democracia. Que proteja a família, de tal modo que, ao invés do aborto, adote uma alternativa cristã, garantindo o pré-natal e toda assistência necessária às mulheres grávidas pobres, inclusive a assistência educacional dos filhos, construindo creches, acolhendo estas crianças, e o PT tem que colaborar com o seu governo revendo os PNDH’s, porque não se pode admitir defender direitos humanos, matando um ser humano indefeso no útero materno. Que humanismo é este? Estas crianças no ventre materno têm o direito de nascer, como filhos que o Brasil precisa, até para poder elevar o nosso sofrível índice de natalidade de 1,8 filhos/mulher, ao nível recomendado que é de 2,1 filhos/mulher, para que a população se mantenha estável e para evitar graves problemas futuros com uma população decadente e envelhecida, sem braços jovens para o trabalho e para manter a Previdência Social e dar seqüência à vida da Nação. Vale observar os problemas que estão surgindo em todos os países que, há mais ou menos três décadas, legalizaram o aborto, inclusive o gigante asiático aonde o PC Chinês ordenava que se jogasse no lixo os nascituros do sexo feminino. Hoje, a população daquele país está envelhecida e o número de homens é bem superior ao número de mulheres, havendo perigo até de provocar uma guerra mundial. Espero também que sejam incluídas no nosso ensino público aulas de orientação sexual, estimulando os jovens a terem uma vida casta; defenda a mulher, ensinando-a, para que se valorize, e em caso de gravidez indesejável, acolha com amor o dom divino da concepção, um presente de Deus, irrecusável; não permita que ninguém lhe use como objeto de exploração sexual, ensinando-lhe também o “método billings”. Este sim é natural, não prejudica a mulher porque não tem efeitos colaterais, é seguro e recomendado aos casais pela Igreja Católica, Mãe e Mestra. Vale acrescentar que este método estimula o diálogo entre o casal cristão, marido e mulher, quando em comum acordo fazem um planejamento familiar de acordo com as suas possibilidades.

É bom que se diga que se o Brasil atingir e mantiver o índice de natalidade na faixa de 2,1 filhos/mulher, não há nenhum perigo de explosão populacional, até porque a nossa densidade demográfica é de apenas 22,1 pessoas/km2. A do Japão é de 300 pessoas/km2 e não há fome.

*Economista

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