Advento do Natal

por: Antônio Alfredo Coelho Beviláqua

Advento significa chegada, vinda. É o tempo de preparação para a solenidade do Natal de Jesus Cristo. É tempo de reflexão, de esperança, de alegria e vigilância para todos nós cristãos, porque Deus vem nos visitar, trazendo-nos bênçãos de amor e paz e a nossa Salvação. Então, vamos nos preparar para recebermos dignamente, com alegria e bem felizes, este maravilhoso presente de Deus, abrindo os nossos corações para que o Natal de Jesus seja realizado agora e sempre em nosso coração, todos os dias da nossa vida, plena de amor, de relações fraternas, de justiça e paz, e para que a Luz de Jesus resplandeça em nossa vida, alumiando os caminhos como a Estrela mostrou o caminho que guiou os Reis Magos, do Oriente até Belém de Judá, onde nasceu o Salvador Jesus. A igreja nos exorta a vivermos em vigília e oração, para que o Kairós, tempo de Deus, este tempo da graça seja proveitoso para nós, realizando-se o que reza a Liturgia: “Ó céus, que chova sobre nós, que suas nuvens derramem a justiça. Abra-se a terra e brote para nós a Salvação.” Vamos rezar com toda a Igreja para que o Senhor Jesus seja conhecido entre todos os povos, seja sinal de esperança e de salvação para todos, num mundo marcado por guerras, violências, divisões, incredulidades, soberba, auto-suficiência. Vamos ser-Lhe obedientes em tudo e escutar com amor e fé a sua Palavra revelada no Evangelho.

É oportuno que se enriqueça este trabalho, transcrevendo passagens do Evangelho de Lucas, do Livro do Profeta Isaías e do Evangelho de Mateus, sugerindo aos católicos de boa vontade a assistirem à santa Missa todos os Domingos, na Igreja, para escutar a Palavra de Deus e adorar Jesus na Santa Eucaristia. Sejamos verdadeiros e cheios de fé, defensores da família cristã, dando testemunho de bons frutos, procurando crescer em espiritualidade, em boas ações e boas obras e solidários com a missão evangelizadora exercida pela Santa Madre Igreja, e, irmanados, sustentando esta Igreja com o dízimo de cada um de nós, como uma oferta de amor e em gratidão a Deus, por tudo o que Ele nos dá gratuitamente.

Vejamos então:
Nascimento de Jesus Cristo (Lc 2, 1-14) Naqueles tempos foi publicado um decreto de César Augusto, ordenando um recenseamento de toda a terra. Todos iam alistar-se, cada um na sua cidade. Também José subiu da Galiléia, da cidade de Nazaré, à Judéia à cidade de Davi, chamada Belém, porque era da casa e família de Davi, para se alistar com a sua esposa Maria, que estava grávida. Estando eles ali, completaram-se os dias dela. E deu à luz seu filho primogênito e, envolvendo-o em faixas, reclinou-o num presépio; porque não havia lugar para eles na hospedaria. Havia nos arredores uns pastores que vigiavam e guardavam o seu rebanho nos campos durante as vigílias da noite. Um anjo do Senhor apareceu-lhes e a glória do Senhor refulgiu ao redor deles, e tiveram grande temor. O anjo disse-lhes: “Não temais, eis que vos anuncio uma boa nova que será alegria para todo o povo: hoje vos nasceu na cidade de Davi um Salvador, que é o Cristo Senhor. Isto vos servirá de sinal: Achareis um recém-nascido envolto em faixas e posto numa manjedoura.”E subitamente ao anjo se juntou uma multidão do exército celeste que louvava a Deus e dizia: “Glória a Deus no mais alto dos céus e na terra paz aos homens, objetos da benevolência divina.

Reino do Messias (Is 9, 1-6): No passado ele humilhou a terra de Zabulon e a terra de Neftali, mas no futuro cobrirá de honras o Caminho do mar, a Transjordânia e o distrito das nações.
O povo que andava em trevas, viu uma grande luz, e sobre os que habitavam uma região tenebrosa resplandeceu uma luz. Vós suscitais um grande regozijo, provocais uma imensa alegria; rejubilam-se diante de vós como na alegria da colheita, como exultam na partilha dos despojos... Porque um menino nos nasceu, um filho se nos foi dado; a soberania repousa sobre os seus ombros, e ele se chama: Conselheiro admirável, Deus forte, Pai eterno, Príncipe da paz. O seu império será grande e a paz sem fim sobre o trono de Davi e em seu reino. Ele o firmará e o manterá pelo direito e pela justiça, desde agora para sempre. Eis o que fará o zelo do Senhor dos Exércitos.

O Reino do Messias (Is 11, 1-5 e 10-12): Um renovo sairá do tronco de Jessé, e um rebento brotará de suas raízes. Sobre ele repousará o Espírito do Senhor, Espírito de sabedoria e de entendimento, Espírito de prudência e de coragem, Espírito de ciência e de temor do Senhor. (Sua alegria se encontrará no temor do Senhor.) Ele não julgará pelas aparências e não decidirá pelo que ouvir dizer; mas julgará os fracos com equidade, fará justiça aos pobres da terra, ferirá o homem impetuoso com uma sentença de sua boca, e com o sopro dos seus lábios fará morrer o ímpio. A justiça será como o cinto de seus rins, e a lealdade circundará seus flancos...

O aviso da libertação Is 40, 1-5
Consolai, consolai, meu povo, diz vosso Deus. Animai Jerusalém, dizei-lhe bem alto que suas lidas estão terminadas, que sua falta está expiada, que recebeu, da mão do Senhor pena dupla por todos os seus pecados. Uma voz exclama: Abri no deserto um caminho para o Senhor; traçai reta na estepe uma pista para nosso Deus. Que todo vale seja aterrado, que toda montanha e colina sejam abaixadas; que os cimos aplanados, que as escarpas sejam niveladas! Então a glória do Senhor manifestar-se-á; todas as criaturas juntas apreciarão o esplendor, porque a boca do Senhor o prometeu.
Vejamos o que nos diz o Apóstolo Mateus Mt 3, 1- 3
Naqueles dias, apareceu João Batista pregando no deserto da Judéia
Dizia ele: “Fazei penitência porque está próximo o reino dos céus.” Arrependei-vos, porque é chegado o Reino dos céus. Este é aquele de quem falou o profeta Isaías, quando disse: Uma voz clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas.

Novamente o Apóstolo Mateus repete Isaias: Voz de quem clama no deserto: Mt 12, 17 a 21 para que se cumprisse o anunciado pelo profeta Isaías: Eis o meu servo a quem escolhi, meu bem amado, em quem a minha alma pôs toda a sua afeição. Farei repousar sobre ele o meu Espírito, e ele anunciará a justiça aos pagãos. Ele não disputará; não elevará a sua voz, ninguém ouvirá sua voz nas praças públicas. Não quebrará o caniço rachado, nem apagará a mecha que ainda fumega, até que faça triunfar a justiça. Em seu nome, as nações pagãs porão sua esperança.

Vale lembrar que as passagens da Sagrada Escritura que foram transcritas aqui fazem parte da liturgia do Advento e enriquecem as reflexões sobre o Natal de Cristo. Esperamos que os católicos de boa vontade procurem colaborar com a Igreja na missão evangelizadora, a qual precisa do engajamento de cada um de nós que somos pedras vivas da Igreja de Cristo, tanto na nossa disponibilidade aos serviços nas pastorais, como também na parte financeira, ajudando a nossa Paróquia, com o dízimo de cada um de nós, oferta que representa nosso reconhecimento, nosso amor, pois se temos é porque o Senhor Deus nos deu gratuitamente. E o que nós ofertarmos de coração para mantermos as ações da Igreja, em favor da Evangelização, não nos fará falta. O Senhor nos cumula de Bênçãos. Justifica a nossa gratidão.

Feliz Natal!

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