A criminalidade cresce entre os jovens

Vasculhando a rede na busca de dados sobre juventude, encontrei no site do jornal O Povo uma matéria que denuncia o aumento de homicídios entre os jovens e carência de políticas públicas para juventude. Aí lembrei de uma conversa que tive com os jovens do Clã pioneiro do 6º grupo de Escoteiro Pessoa Anta, quanto questionávamos a situação dos jovens granjenses. Que estão desamparados, desnorteadas no diz respeita a medidas socioeducativas e profissionalizantes, sendo presas fáceis para as drogas e a prostituição infanto juvenil.

Segundo o
Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), de 2000 a 2007, o número de mortes de jovens de 10 a 19 anos por homicídio cresceu 83,2% no Ceará. Uma verdadeira controvérsia ao artigo 5º do ECA (Estatuto da Criança e Adolescente), que diz: Nenhuma criança ou adolescente será objeto de qualquer forma de negligencia, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão...

No município de Granja é grande a carência de instrumentos que nos permitam fazer um diagnostico sobre a violência pratica contra e por jovens. Muito se sabe, com base no entre e sae dos botecos, que muitos dos jovens granjenses consome altas doses de álcool e a inexistência de perspectiva é notável. Vale ressaltar, também, a incapacidade das autoridades locais na criação de espaços para a discussão e expressão da juventude. Este ano, a juventude só foram lembrados quando se percebeu uma boa parcela de jovens votantes.

Não nego preocupação sobre os futuros passos da juventude granjense. Encontrei, esta semana, um adolescente com grande tendência a arte musical prestando serviços comunitários por ter furtado uma mercearia para comprar Ckack.

Agora pergunto. Temos algum espaço oferecendo musica, pintura, dança, esporte, cursos e outras ações benéficas capaz de atender todos nossos jovens? Não! Por outro lado, segundo depoimentos dos próprios adolescentes, temos inúmeras
bocas de fumo com capacidade de atender não só a clientela local. Tem muita gente se fazendo de cego e fechando as poucas portas para nós jovens granjenses, na premissa do conformismo. Será que vamos esperar que a coisa fique igual nas grandes cidades para darmos a devida atenção à juventude granjense?


Lira Dutra
liradutra@gmail.com

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