Comparando números

ilustração/google
É bom que o povo analise dois modelos opostos, para poder tomar a decisão acertada por ocasião da eleição, não deixando de comparar os números de cada grupo que governou o País por oito anos, ambos na vigência do Plano Real, o qual foi implantado pelo governo de Itamar Franco, para o controle da inflação e que equiparava o Real ao Dólar, ou seja: 1R$=1U$A.

Tudo bem, FHC conseguiu controlar a inflação, porém, escancarou as nossas contas ao FMI que a cada dois meses nos ditava as medidas econômicas, entre elas as privatizações do patrimônio público, mandando arrochar salários, chegando aquele governo a chamar o aposentado de vagabundo, suspender os investimentos de infra-estrutura em todos os setores da economia, ao ponto de ocasionar o apagão elétrico e de haver greves sucessivas nas Universidades Federais, porque a prioridade era acumular reservas cambias para a amortização da nossa dívida externa, culminando com a grande arte de mexer na política cambial, promovendo a maxidesvalorização do Real e elevação das taxas de juros, causando aumento da dívida externa, que somente de 95 a 99 deu um salto de US$ 153bi para 241bi, beneficiando o esquema fraudulento dos mega-especuladores, a exemplo de Cacciola, o qual depois de encher os bolsos de milhões de dólares, fugiu para a Itália. Muitos têm saudades daquele tempo em que a roubalheira era acobertada e os corruptos protegidos. Catorze CPIs foram sufocadas.

Quando o Lula assumiu o governo, as rodovias em todo o Brasil era uma buraqueira só e as desigualdades regionais eram gritantes. A fuga de capitais era enorme, com o Risco Brasil atingindo a marca dos 2.700 pontos, reduzida no governo Lula, para 200 pontos.

O Lula teve a coragem de tomar decisões que FHC não quis tomar. Assim, o Lula, pagou a dívida externa, ordenando que os Técnicos de FMI nos deixasse trabalhar. Tratou de reduzir as desigualdades regionais, criando o Bolsa Família, como também o PAC que é o maior programa do País em criação de emprego e renda, com investimentos de infra-estrutura em abastecimento d’água, irrigação, construção de ferrovias e de hidrelétricas e duplicação de rodovias e também na construção das UPAs e hospitais, apesar dos senadores da oposição terem derrubado a CPMF.

O Senador Sérgio Guerra, declarou na Veja de Dezembro de 2009, que se o PSDB ganhar a eleição, o PAC será extinto, porque é eleitoreiro. Isto implica em acabar com a transposição do Rio São Francisco, a qual não é eleitoreira, mas de grande alcance social, pois vem melhorar as condições de vida de 12 milhões de nordestinos, proporcionando emprego e renda ao povo do semi-árido que trabalha no campo produzindo alimentos, resultado concreto no combate à fome e ao êxodo rural.

Espero que o povo pense, para que o Brasil não ande para trás, não retome as privatizações entreguistas, nem acabe com o PAC, nem com a Transposição do Rio São Francisco e que se mantenha a redução das desigualdades regionais, com a distribuição justa e igualitária dos royalties do Pré-Sal.

Antônio Alfredo Coelho Beviláqua
Economista

Top 5

OPORTUNIDADES: Saiu edital para seleção temporária da prefeitura de Granja/CE

Prefeitura de Granja lança edital para contratação de temporários 2017

Entidades de direitos humanos se manifestam sobre crise no Ceará

LITERATURA: Será lançado nesta quarta-feira o Livro Padre Osvaldo - Coletânea de Sermões