A sete palmos clandestinos

A situação dos cemitérios cearenses, em especial aos do município de Granja, ganharam a rede dessa quarta-feira (27/abr/2011) por estarem, a maioria, em situação clandestina. Finalmente alguém olhou para tal problema. Veja a matéria do jornal O Povo.

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O município de Granja, distante 352Km de Fortaleza, na Zona Norte do Estado, lidera a relação dos municípios com maior número de cemitérios clandestinos no Ceará. Segundo o levantamento da Secretaria de Saúde, 123 dos 124 locais de sepultamento no Município são irregulares. Alguns dos quais, localizados nas proximidades de açudes da bacia do Rio Coreaú, o que preocupa os técnicos da Sesa pela possibilidade de contaminação ambiental.

“Eu assumi a secretaria há apenas 15 dias e não sabia desse número. Mas é, de fato, uma situação alarmante, que me deixa muito preocupado. Vou me reunir com os técnicos para trabalhar em cima dessa questão e decidir qual o encaminhamento que daremos a isso”, reconhece o secretário de saúde de Granja, José Tarciso da Fonseca Dias. “O município é muito grande, então existem muitos cemitérios que foram construídos em lugares mais afastados e nunca foram regularizados”.

Segundo o historiador e escritor Raimundo Pompe de Magalhães, a construção de cemitérios improvisados foi prática comum em todo o Estado, principalmente em distritos remotos, de onde era difícil remover os corpos até as sedes dos municípios. “Os fazendeiros também construíam cemitérios particulares em suas fazendas para abrigar os mortos da família. E os moradores das proximidades da fazenda acabavam utilizando o cemitério”.

Outra prática comum no Interior era enterrar os mortos nas paredes das igrejas. “Mas apenas para os que tinham melhores condições econômicas e podiam pagar as despesas do sepultamento”, explica o historiador. Em 1854, com a chegada da epidemia de febre amarela em Granja, o poder público proibiu o sepultamento em igrejas. Nessa época, começaram a ser construídos os primeiros cemitérios da Cidade. Um deles, o Santo Antonio, foi construído por Antonio Beviláqua, rico comerciante e latifundiário da Região. Segundo o historiador, a igreja não autorizou o enterro de uma escrava – que era muito querida pela família do comerciante - no cemitério oficial da Cidade e, diante da recusa, Beviláqua mandou construir o equipamento. “Os demais membros da família passaram a ser sepultados no local”, conta. [Felipe Araújo,jornal O Povo, acessado em 27/04/2011]

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